É como se a fala fosse nada, sozinha em uma solidão enclausurada.
Não existe mais nenhuma sequência lógica de palavras. A cabeça perdeu a ordem e o peito chove a cada vez que não se é nada.
Corpo, pele e um rostinho levemente simétrico e as vezes mais. Nos últimos, nada mais. Consideração de nenhuma palavra, palavras ao ventos, sem reflexão. E tudo que é dito carrega peso de obrigação a ser ouvida, entendida. Quando se fala... eco.
De novo e de novo as palavras são vento , as formas são desejo e o desejo não existe em fatos.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
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Gotículas que demonstram temor
dos rostos sombrios e vagos
só o frio medo de um desamor
congela versos tranquilos e raros
Querido! Volte agora então
que os lábios molhados de água
escorrem dor de tudo ser fim vão
em horas deliciosas d'alma
mãos ensopadas, minha aflição
lençois emaranhados, desespero
pés descalços, futura solidão
Voam aos ventos, planos, desejo
queria fim nenhum sem glória
quero amor, paz, silêncio e hora.
dos rostos sombrios e vagos
só o frio medo de um desamor
congela versos tranquilos e raros
Querido! Volte agora então
que os lábios molhados de água
escorrem dor de tudo ser fim vão
em horas deliciosas d'alma
mãos ensopadas, minha aflição
lençois emaranhados, desespero
pés descalços, futura solidão
Voam aos ventos, planos, desejo
queria fim nenhum sem glória
quero amor, paz, silêncio e hora.
domingo, 19 de setembro de 2010
Vento
A noite chega acalentando meus sorrisos, guardando as fagulhas do dia inteiro. A noite não reza a prece que meus lábios diziam noite e dia, da pureza e incerteza, certamente. A noite castigou-lhes a vista na escuridão e deixou-me perplexa com sua embriagues. Janelas e portas de vidro movendo-se incessantemente, num vento que de tão inquieto não parou de uivar. A noite não se cala como o dia e todos os meus pensamentos.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Paradoxal
Cai do berço, a vida não pode mais ser o que foi. As músicas são músicas, os livros são encantos e a realidade não é mais cheia de cartas de amor. A realidade não é romântica e nem "gorduxinha". A friesa dos passos do mundo são proporcionais ao desgaste mental dos teus encantos. Um dia você passa da romântica pra cética, assim como da esquerda pro conservadorismo.
É impossível não ver a cor que o sol desperta nas corredeiras, e como o vento realça as margaridas. É impossível não me envolver aos cantos. Não consigo, por mais que eu queira, não ser flor e não viver de amor.
É impossível não ver a cor que o sol desperta nas corredeiras, e como o vento realça as margaridas. É impossível não me envolver aos cantos. Não consigo, por mais que eu queira, não ser flor e não viver de amor.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Tudo velho, de novo
Medo. A palavra da qual fugi com sorrisos. Medo dos sonhos que ainda vivo, pesadelos. Medo da ausência de um abraço, quente, que me envolva nessa noite. Tão só, tão vulnerável, tão amedrontada. Medo, antes de mais nada de mim, do vazio que se fez depois da enxurrada. Medo, do céu que se abriu em meio ao nada. Medo das cólicas que me são remédios. Medo do exílio do qual me exilei hoje. Medo de todas palavras que engoli até agora, das imagens que não reconheço, da água que me afoga, das lágrimas que não são acompanhadas de calma.
Medo de me afogar, de não saber nadar, não ser possível ser salva. Medo de não calar a dor que grita, esperneia, incessantemente. Medo de não haver você hoje, amanhã e sempre. Medo de não deixar você existir depois de tudo isso. Medo de nunca ter sido você, medo de não ser ninguém.
_ Me abraça amor, me faz um cafuné e traz aquele chá que você nunca quis provar. Porque o livro rasgou, o céu está arranhado e o desespero se transformou em algo maior. Me abraça amor, que eu preciso da sua assimilação, do seu riso, da sua mão pra me levar pro mar.
Medo de me afogar, de não saber nadar, não ser possível ser salva. Medo de não calar a dor que grita, esperneia, incessantemente. Medo de não haver você hoje, amanhã e sempre. Medo de não deixar você existir depois de tudo isso. Medo de nunca ter sido você, medo de não ser ninguém.
_ Me abraça amor, me faz um cafuné e traz aquele chá que você nunca quis provar. Porque o livro rasgou, o céu está arranhado e o desespero se transformou em algo maior. Me abraça amor, que eu preciso da sua assimilação, do seu riso, da sua mão pra me levar pro mar.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Zigoto
Não adianta, seremos eternos potes de emoções a transbordar e nem isso fará com que alguma palavra fuja. É bom assim, no meio da minha solidão interna, provocada pela ausência de espaço no mundo para meus pensamentos, encontrar um olhar tão perdido em si quanto o meu. Cansei de andar na multidão perdida, me achava, mas quando olho pra dentro percebo ser impossível reencontrar-me em mim. Entre fusões e corruptelas de pensamentos, via-me extravasando de qualquer maneira. Hiperativamente, intestinalmente, defict de atenção-mente... Seja lá de qual forma extravaso, é sempre em mim. Sou daqueles tesouros piratas perdidos, trancados, que aparentemente nunca descobrirão o que há dentro. Das angústias às surpresas. Somos! Por isso, digo, que em meio o silêncio da fala e o desespero do peito é bom ter seu olhar.
Porém, afeição, respire. Dia desses conversava e ouvi um "Penso, logo sou deprimido", ao fim, depois de risadas, fiquei feliz pela benção de pensar. Como disseram, o ser pensante sofre, mas venho lhe dizer que aquele que transborda de pensamento se faz pensamento e através desde processo que se torna o tato do mundo. A sensibilidade é aflorada pelas capacidades pensantes e até mesmo banais. Ainda sim prefiro meus orgasmos intelectuais acompanhados de surtos quase psicóticos de ansiedade. Viva o TAG, o TOC, o TDAH e todos os distúrbios mentais.
Porém, afeição, respire. Dia desses conversava e ouvi um "Penso, logo sou deprimido", ao fim, depois de risadas, fiquei feliz pela benção de pensar. Como disseram, o ser pensante sofre, mas venho lhe dizer que aquele que transborda de pensamento se faz pensamento e através desde processo que se torna o tato do mundo. A sensibilidade é aflorada pelas capacidades pensantes e até mesmo banais. Ainda sim prefiro meus orgasmos intelectuais acompanhados de surtos quase psicóticos de ansiedade. Viva o TAG, o TOC, o TDAH e todos os distúrbios mentais.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
"De tudo ao meu amor serei atento"
Um dia, depois de nossas exaustões diúrnas, você vai querer chegar em casa, seja a casa que for, e tomar o banho. Vai esquentar a comida que se estende no fogão, cansada de te esperar, e querer dormir. Ao deparar-se com a cama vazia vai chamar por mim. Na verdade, o banho, a comida, são suas necessidades vitais, mas o que descansa seus olhos é sua própria visão do meu chá, minhas pernas cruzadas banhadas nos lençois e de um livro qualquer que leio em nossa cama de mola. Se eu não estiver lá, você vai entender que é o meu olhar que se perde entre os contos do livro e os seus olhos e o me ver bem, que te fazem ter paz pra dormir. No dia seguinte sabe do café que preparei com todo amor que me coube. Áté lá eu já terei aprendido e reaprendido como sair despercebida do quarto, sem que eu te tire da leve névoa que teu sono tem. Antes que eu saia pra mais um dia exaustivo, vou roubar-lhe o beijo que te fará lembrar, ainda, do porque da superação de desencontros e avanços, dos ciúmes e solavancos.
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