domingo, 10 de abril de 2011

Cafeína e rotina

Posto o sol em pensamentos, na serra, no mar, revejo o café e toda minha rotina. A delícia de ser o que se quer, a verdade da luta, do desejo e ainda mais, da conquista, das conquistas. Vejo o sol nascendo e minha preguicinha combinada com a salada de fruta do mate "uerjiano" e um pouco de "muito sono" a um real. As amizades, o colorido e um novo sorriso achado num carnaval. A rotina corre sem pensar no meu sono, vejo o mundo de olhos meio abertos, meio fechados entre uma estação e outra no metro. Alerta na Cidade Nova. Minha nova cidade maravilhosa. Entre nenhuma laranjeira e a bagunça da casa de estranhos chatos, consigo conciliar minha "tpm" com mais um pasalix. Ninguém mais me tira do sério, ninguém mais me tira de mim e desse aconchego que descobri que ser Patrícia pode ser.
Há quem diga que as pessoas são ruins, e eu sei que isso foi pra mim (risos), mas se ser feliz, se ser livre das coisas que não te fazem construir algo melhor, se viver bem, se achar um caminho bom pra chegar no meu café da tarde do meio do nada é ser ruim, então não me importo em ser a pior pessoa do mundo. Jamais passaria por cima, não creio mesmo que "os fins justifiquem os meios", mas não é possível ser passível à subordinações e nem a mal estar. Nem pra mim, nem pra ninguém. Não busco a perfeição, mas sou o que construo e não o que me destrói.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Em meio a tanta tinta, o branco. Papel habitado por um nada borrado, de uma ex tinta que fugiu por mãos estranhas, agora. O conhecido tornou-se sombrio, assustador, como o gosto de uma vingança bem sucedida. Melúria, silencio, fim.






_Senti falta de você a vida toda, e sentirei pelo resto que ainda me cabe,

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Boderline

As faces se tornam desfiguradas e feias, é inevitável e irônico. Acho tudo feio agora, com ou sem bom humor, não posso explicar o porque da gente se submeter àquilo que nos enfraquece. É o rídiculo do homem, sabia? Depois, quando olhamos para trás fica aquele ar desentendido. Aquelas palavras idiotamente ditas e as feridas. Aqueles olhares de decepção desnecessários - ninguém aqui fez nada pra te decepcionar, você é que escalou milhares de desejos pra te completar, ninguém nunca disse ser assim - e depois as descobertas, as verdades desmascaradas que ainda te geram raiva, dor não, raiva. Não sei vocês, mas eu com minha boderline conseguimos desmantelar mentalmente as caras pintadas que nos tiram do sério. Insuficiente! Certas coisas alcançam certa profundidade no nosso 'eu-lírico' que passamos anos a escrever sem nos darmos conta de que não colocamos pra fora. Passei odiar os estímulos externos, mesmo que sejam esses também os capazes de nos salvar, de nos renovar. Nunca odiei ninguém e nem posso - pode ser que a partir do dia que eu odiar eu me cure - eu com essa minha mania de explicar o mundo através de freud, acabo tentando entender o mundo e justificá-lo de acordo com as reações individuais. Transformo meus malfeitores em pacientes, mesmo eu sendo uma simples pré-vestibulanda que nem tem a psicologia como objetivo. Não me entendo, guardo mágoas, mas tento entender as ações do mundo, mesmo as que me deixaram assim. Bipolar quimica ou psicologicamente.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ai, que tédio!
Tenho que dizer, já cansamos de dizer de essências e objetivos e dúvidas e das mil coisas que a cabeça humana vive girando, girando e girando. Qual é? O dia vai ser lindo sempre, chovendo ou brilhando um intenso sol.
Então, sem sombra de pensamentos, ou desilusões amorosas, se quer isso aluga um filme triste e chora, mas depois volta e vive.
Que tédio!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O ser Nada

É como se a fala fosse nada, sozinha em uma solidão enclausurada.
Não existe mais nenhuma sequência lógica de palavras. A cabeça perdeu a ordem e o peito chove a cada vez que não se é nada.
Corpo, pele e um rostinho levemente simétrico e as vezes mais. Nos últimos, nada mais. Consideração de nenhuma palavra, palavras ao ventos, sem reflexão. E tudo que é dito carrega peso de obrigação a ser ouvida, entendida. Quando se fala... eco.
De novo e de novo as palavras são vento , as formas são desejo e o desejo não existe em fatos.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

.

Gotículas que demonstram temor
dos rostos sombrios e vagos
só o frio medo de um desamor
congela versos tranquilos e raros

Querido! Volte agora então
que os lábios molhados de água
escorrem dor de tudo ser fim vão
em horas deliciosas d'alma

mãos ensopadas, minha aflição
lençois emaranhados, desespero
pés descalços, futura solidão

Voam aos ventos, planos, desejo
queria fim nenhum sem glória
quero amor, paz, silêncio e hora.

domingo, 19 de setembro de 2010

Vento

A noite chega acalentando meus sorrisos, guardando as fagulhas do dia inteiro. A noite não reza a prece que meus lábios diziam noite e dia, da pureza e incerteza, certamente. A noite castigou-lhes a vista na escuridão e deixou-me perplexa com sua embriagues. Janelas e portas de vidro movendo-se incessantemente, num vento que de tão inquieto não parou de uivar. A noite não se cala como o dia e todos os meus pensamentos.