As estruturas se abalam, mas o mundo não pára. doce ilusão essa de buscar firmeza num tal de congelamento. Pois sim, pois não. Voe assim então. Não me desfaço mais, sou e sou e ponto. Adiante com ideias e sensações, sou e não sou. Deixa que eu me contradiga, não te pedi minhas palavras, não fale por mim.
Levando, levando... Seguindo então assim.
Sem meio, começo, sem fim!
Abalaram as estruturas, mas as essências estão intactas, fecho os olhos e vejo... irônico não? Mesmo quando me perco me acho. Mesmo quando desço, subo. Mesmo quando quebro, refaço.
Luz, força e brilho.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Tudo bem
Amanheceu um lindo dia, mas dentro de mim o sol não queria brilhar. O céu era de um azul celeste e não havia sequer uma nuvem, digno de muita praia, cachoeira e até quem sabe uma piscina. Peguei minha mochila e fui pro inferno. Tempestade minha, grande chuva, tive medo mais uma vez, se única não sei. Toda aquela enrolação que eu mesma faço não me levar a nada... Os ares falsos, os olhares vazios e uma competição que dói à meu ver. Mais algumas horas se foram e eu retorno. Ainda faz sol, muito sol... Ainda faz frio, temporal! Ligo, desligo e finjo haver um alicerce a algumas horas de mim. Nada...
O frio aumenta, aumenta e desmorono, tive hipotermia...
Mensagens, palavras, vazio...
Há quem diga que toda essa arquitetura me segurará, mas é quando há mais frio que derretes lá, não é esse derreter que me envolve.
É um derreter que ao mesmo que quero, me enraivece, sabe-se lá. Não te entristeça!Mas também não desapareça.
Faço copo d'água cair, céu abrir e olhos cerrarem.
Travesseiros, cobertas, e nenhuma, nenhuma comida.
Lágrimas, muitas, e apertões.
Socar-te!Socar-me! Calar-me!
Fingir, há de ser assim.
O frio aumenta, aumenta e desmorono, tive hipotermia...
Mensagens, palavras, vazio...
Há quem diga que toda essa arquitetura me segurará, mas é quando há mais frio que derretes lá, não é esse derreter que me envolve.
É um derreter que ao mesmo que quero, me enraivece, sabe-se lá. Não te entristeça!Mas também não desapareça.
Faço copo d'água cair, céu abrir e olhos cerrarem.
Travesseiros, cobertas, e nenhuma, nenhuma comida.
Lágrimas, muitas, e apertões.
Socar-te!Socar-me! Calar-me!
Fingir, há de ser assim.
domingo, 30 de agosto de 2009
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Oscila, oscila, oscila
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Oscila, oscila, oscila
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Tornei-me assim, analfabeta de novo. Os dedos doem e dentro de mim o silencio grita mais que todos os desesperados em uníssono. Busco na infinidade do ser eu, uma paz que não sei mais onde está. Perdi-a faz exatamente três dias. Tenho medo das lágrimas que estou guardando, não vou manchar, com essa dor, meu semblante de novo. Eu tinha apagado-a, porque ela retorna?
-Foge! Desapareça!
Grito a ela e não há manifestação. Às vezes vejo que grito comigo mesmo. Sinto o pêndulo e ele vai da agonia que faz tremer as mãos, à paz. Essa paz insegura, como um conformismo, deixa ser e ficar, ir e voltar... Tanto faz pois não vai!
E quem foge sou eu, dessa agonia de mim. Mas como fugir daquilo que está tatuado dentro de ti? Não sei e receio não saber. Se aqui ou lá me faz querer não voltar, sinto os olhos queimarem e meu rosto junto. Se ao menos a cama me mantivesse alerta.
Tomei mil energéticos e não ganhei nenhuma força.
Teias e teias envolvem o corpo vão e o prende ao nada, um nada tão nada que chega dói.
-Foge! Desapareça!
Grito a ela e não há manifestação. Às vezes vejo que grito comigo mesmo. Sinto o pêndulo e ele vai da agonia que faz tremer as mãos, à paz. Essa paz insegura, como um conformismo, deixa ser e ficar, ir e voltar... Tanto faz pois não vai!
E quem foge sou eu, dessa agonia de mim. Mas como fugir daquilo que está tatuado dentro de ti? Não sei e receio não saber. Se aqui ou lá me faz querer não voltar, sinto os olhos queimarem e meu rosto junto. Se ao menos a cama me mantivesse alerta.
Tomei mil energéticos e não ganhei nenhuma força.
Teias e teias envolvem o corpo vão e o prende ao nada, um nada tão nada que chega dói.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Só
No silencio sou mais
mas prefiro sua voz
Canta e ecoa, melodica, se faz
Desfaço-me
Retrato-te
Longe ou perto
Certo e incerto
Não há dúvida
na certeza desse amor que lhe dou
Minhas mãos te buscam
até loucamente pela manhã
e meus olhos te pintam
Sou sua aqui ou acolá
Sorte essa minha de te amar
Se faz em minha mente
Só você
Só você
mas prefiro sua voz
Canta e ecoa, melodica, se faz
Desfaço-me
Retrato-te
Longe ou perto
Certo e incerto
Não há dúvida
na certeza desse amor que lhe dou
Minhas mãos te buscam
até loucamente pela manhã
e meus olhos te pintam
Sou sua aqui ou acolá
Sorte essa minha de te amar
Se faz em minha mente
Só você
Só você
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Ócio
Fico saudosa, deve ser a música ou é esse meu medo da solidão. Tem quem diga que jamais ela nos abandonará, mas todo dia eu é que tento abandoná-la. Não tenho medo de mim, só as vezes, quando o sol nasce e eu acordo numa loucura que me deixa inconformada de ter amanhecido só. Não há ninguém em casa, nem vento, nem sombra, só eu... Mil livros na estante me chamam, mas eu fico no ócio. Deixei de me penetrar a muito, acabei por me superficializar, receio das descobertas, talvez ou pode ser preguiça mesmo. Deve ser. Sempre é. Milo planos e nenhuma busca, tenho o mundo nas mãos mas não aprendi a administrar nem a minha boca. Calculo seus sorrisos. Calculo meus gritos, posso ser até matemática. Você já teve preguiça de ser você?
domingo, 2 de agosto de 2009
Domingo pro rio
Não foi por mal que nos adaptamos a nós mesmos. Sabíamos que aconteceria, nossos sangues se confundiram, vai ser difícil me despir de você hoje e fingir que acordar com seu olhar não é a melhor coisa que acontece pelas manhãs tardias. Mas amanhã é novo dia, vou acordar cedo dessa vez, meu coração vai saltar ao perceber que não há nenhum braço prum abraço. Minhas pernas me levarão sem razão até meu chá e o dia há de começar. Tenho que parar de trocar as pernas, meus joelhos voltarão aos bons e velhos tempos, meus braços rígidos e eu vou aprender em uma semana como é mesmo aquela sensação de querer correr até o rio de janeiro.
Agora alguém me diz por que justamente num domingo, nunca gostei de domingos, eles tem cheiro, cor e ânimo de enterro. Parece que o mundo se acaba em todos eles e eu vou tentar me restituir na segunda!
Não me pare, não me deixe parar, me leve longe, a qualquer lugar.
Agora alguém me diz por que justamente num domingo, nunca gostei de domingos, eles tem cheiro, cor e ânimo de enterro. Parece que o mundo se acaba em todos eles e eu vou tentar me restituir na segunda!
Não me pare, não me deixe parar, me leve longe, a qualquer lugar.
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